Em 2026, o Congresso Nacional de ESG — principal evento de ESG e sustentabilidade da América Latina — reconheceu com o 3º Prêmio ESG uma trajetória construída ao longo de décadas: a de quem não apenas fala sobre sustentabilidade, mas a viveu de perto, nos bastidores das crises, nas salas de decisão e nos palcos de milhares de empresas brasileiras.
Receber o título de Personalidade Homenageada é, antes de qualquer coisa, um convite à responsabilidade.
O que representa o Prêmio ESG
O Congresso Nacional de ESG reúne anualmente governos, empresas e cooperativas para debater os temas que mais impactam decisões, orçamentos e reputações no mundo corporativo: clima, inteligência artificial, licenciamento ambiental, riscos legais e o futuro do trabalho.
O Prêmio ESG, entregue dentro desse contexto, não é uma premiação de palco. É um reconhecimento do ecossistema — de profissionais, autores, líderes e organizações que avançam a agenda ESG no Brasil com consistência e impacto positivo.
Ser escolhida como Personalidade Homenageada na terceira edição do prêmio é um marco que pertence não só a mim, mas a cada empresa que abriu suas portas para repensar a forma como lidera, decide e impacta o mundo ao redor.
Uma trajetória construída na prática
Nos últimos anos, pesquisando e atuando em empresas dos mais variados segmentos e portes, e em 34 anos cobrindo crises ambientais, escândalos corporativos e colapsos institucionais como jornalista, desenvolvi uma convicção: sustentabilidade não é departamento. É cultura. E cultura começa na liderança.
Foi essa convicção que me levou a aprofundar o trabalho com liderança consciente — um modelo que vai além da redução de danos e propõe algo mais ambicioso: criar organizações capazes de se renovar continuamente, fortalecer as pessoas que as formam e gerar valor de longo prazo de forma integrada.
Essa mesma convicção está no centro de Mitos e Verdades sobre ESG, livro que escrevi para oferecer aos profissionais da área um guia provocativo e prático sobre o tema. Em um campo tomado por jargões, modismos e discursos vazios, a obra busca separar o que é essencial do que é ruído — e se tornou referência para gestores, líderes e equipes que querem ir além da superfície da agenda ESG. O reconhecimento do livro como parte desta homenagem reforça algo em que acredito profundamente: o conhecimento só tem valor quando transforma decisões reais.
Não é discurso. É o que os dados mostram. E é o que as empresas mais resilientes que acompanhei ao longo desses anos têm em comum.
ESG como responsabilidade de liderança
A agenda ESG chegou ao centro das decisões corporativas. Mas chegar ao centro não é o mesmo que ser compreendida.
Muitas organizações ainda tratam ESG como compliance, relatório ou comunicação. Poucas o entendem como o que de fato é: uma reorientação profunda da forma como lideranças tomam decisões, medem resultados e se relacionam com o mundo.
É nessa lacuna — entre o discurso e a prática — que meu trabalho acontece. E é por isso que essa homenagem tem um significado especial: ela reconhece que a transformação começa quando líderes decidem que não basta reduzir o impacto negativo. É preciso criar impacto positivo.
Gratidão e compromisso
Agradeço ao Congresso Nacional de ESG e à Associação Brasileira de ESG pelo reconhecimento. Agradeço a cada empresa, equipe e líder que confiou nesse trabalho e permitiu que ele evoluísse.
E renovo o compromisso: continuar levando para os palcos, para as salas de decisão e para os debates que importam uma visão de liderança que não apenas sustenta — mas regenera.